Bloqueio das Redes Sociais e da Internet na Turquia

21/11/2016 - 1 min de leitura

Atualizado: 26/10/2021

Após a detenção de 12 deputados pró-curdos do Partido Democrático dos Povos (HDP) na madrugada de 4.º de novembro, o Facebook, o Twitter, o Instagram, o YouTube, o WhatsApp e o Skype foram bloqueados na Turquia. Houve relatos de que o fornecedor de internet Turk Telekom desativou totalmente o acesso à internet ou reduziu a velocidade da ligação ao ponto de ser impossível conectar-se.

Apesar da falta de uma decisão oficial sobre as restrições e da explicação da BTK de que se tratava de um problema técnico em toda a Turquia, o Primeiro- Ministro Binali Yildirim fez uma declaração mais tarde nesse dia e afirmou: “Por motivos de segurança, este tipo de medidas pode ser tomado de tempos a tempos. São medidas temporárias. Tudo volta ao normal depois de o perigo ser eliminado.”

Os bloqueios às redes sociais e à internet terminaram na noite seguinte na maior parte do país, mas continuaram a existir alguns problemas de ligação de curta duração durante o fim de semana em algumas regiões, e foi relatado que alguns utilizadores da Turk Telekom ficaram sem internet durante períodos mais longos.

No mesmo dia, vários órgãos de comunicação locais relataram que a Autoridade de Tecnologias de Informação e Comunicação da Turquia (BTK) ordenou aos fornecedores de internet do país que bloqueassem ferramentas de evasão à censura, incluindo o Psiphon. Apesar do rumor, o Psiphon não observou qualquer indicação de que os seus serviços tenham sido afetados negativamente.



A BTK negou que tivesse sido ordenado o bloqueio de ferramentas de evasão; no entanto, Ahment Arslan, o Ministro dos Transportes, Assuntos Marítimos e Comunicações, afirmou: “Apenas restringimos a utilização de VPNs por motivos de terrorismo. Com certeza que ninguém teria qualquer objeção a isto.”
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