Por que você não precisa do domain fronting do Google

24/04/2018 - 3 min de leitura

Atualizado: 26/09/2021

A remoção do domain fronting pelo Google enfatiza a necessidade de soluções como o Psiphon.

O Google confirmou que bloqueará o domain fronting em todos os domínios do Google e no App Engine. Para muitos aplicativos e publicadores, isso representa um retrocesso na luta pela liberdade na internet. Embora o Psiphon nunca tenha dependido desse serviço do Google, muitos desenvolvedores de aplicativos continuavam a depender da prática como um meio conveniente e direto de burlar a censura estatal, apesar da especulação de longa data de que o Google fecharia essa brecha (por exemplo, a postagem no blog de Will Scott em 2017).


Embora o anúncio tenha sido recebido com críticas tanto por ativistas da internet quanto por provedores de serviços, o Google defendeu sua decisão, dizendo que “o domain fronting nunca foi um recurso com suporte”.


O domain fronting tem sido um meio popular de burlar a censura há vários anos, sendo adotado por aplicativos populares como o Signal, que adotou publicamente a prática em 2016. Embora usar domínios do Google para mascarar o tráfego não exija conhecimento técnico avançado, é uma meia-medida que depende do Google, sem consulta prévia, para fornecer infraestrutura para algo para o qual não foi projetado. Em resumo, usar o Google App Engine para domain fronting significava aproveitar uma brecha não suportada. Por esse motivo, a prática inevitavelmente enfrentaria restrições à medida que ganhasse popularidade.

Em 2015, a Cloudflare também encerrou o domain fronting em seus domínios quando começou a fazer a correspondência do SNI e do cabeçalho host do tráfego da web, depois que sua infraestrutura foi envolvida no contorno da censura.

Mais recentemente, em uma tentativa frenética de bloquear o Telegram, que vinha fazendo uso dessa brecha, a autoridade de censura russa Roskomnadzor bloqueou cerca de 17 milhões de endereços IP. A interferência interrompeu o acesso ao Gmail, à busca do Google, ao Google Play, ao YouTube e a outros serviços do Google.

O domain fronting dificilmente é a principal solução para burlar a censura. Em casos nos quais o próprio Google está bloqueado, como no Irã, qualquer site ou aplicativo que utilizasse o Google para domain fronting ficaria indisponível também. A rede do Psiphon depende de uma ampla variedade de protocolos e técnicas de ofuscação para oferecer liberdade na Internet. A natureza complexa e em constante mudança da nossa rede protege contra a dependência excessiva de uma única tecnologia ou abordagem.

A importância de um conjunto diversificado de ferramentas de evasão não pode ser subestimada — para aplicativos como o Signal, a dependência do domain fronting do Google resultou na necessidade de uma mudança imediata e completa para outra CDN. Ferramentas como o Psiphon buscam mitigar esse risco implementando inúmeros protocolos, eliminando assim a dependência de qualquer método específico. O uso de múltiplos domain fronts pelo Telegram e pelo Tor minimizou os transtornos causados aos seus serviços.

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